O Layers of Algarve é um projeto desenvolvido pela cooperativa Contextos, guiado pelo eixo temático desta edição,recuperar o sentido de pertença.

Explora-se o que significa pertencer a um lugar, a uma comunidade e a uma paisagem cultural partilhada.

Através de uma série de entrevistas com membros da comunidade algarvia, especificamente ligados à cidade de Faro, o projeto procura escutar e dar voz a diferentes perspetivas sobre o sentimento de pertença na região.

Os participantes selecionados representam diferentes gerações, origens e experiências de vida, refletindo as múltiplas camadas que moldam o Algarve contemporâneo.

António Santos

Tem 72 anos, nasceu em Faro, viveu fora em diferentes momentos da vida, mas acaba sempre voltando para a cidade que considera casa.

Durante 38 anos, trabalhou na Câmara Municipal de Faro na área do urbanismo e participou no desenvolvimento de alguns dos espaços mais conhecidos da cidade.

Mas, no meio de tantos lugares marcantes, o espaço que mais representa Faro para ele pode te surpreender.

Uma conversa sobre memórias, rotina, encontros e as pequenas coisas que fazem alguém sentir que pertence a um lugar.

Rita Bravo

Tem 28 anos e vive entre arte, poesia e comunidade. Cresceu no Algarve, mudou-se várias vezes e habituou-se à sensação de estar sempre entre lugares.

Mesmo assim, há algo que continua a trazê-la de volta. Na entrevista, Rita fala sobre movimento, identidade e a procura por um lugar ao qual chamar casa.

Mas a resposta que encontramos talvez não seja aquela que esperamos quando pensamos em pertença.

Uma conversa sobre regressos, liberdade e as diferentes formas de se sentir em casa.

Laura de Witte

Tem 55 anos, nasceu em França e vive em Portugal há mais de metade da sua vida.

Hoje, é uma presença conhecida em Faro, seja pelo trabalho com as pessoas, pelas histórias que coleciona ou pela bicicleta com que atravessa a cidade todos os dias. Mas em que momento um lugar deixa de ser “estrangeiro” e começa a parecer casa?

Na entrevista, Laura fala sobre comunidade, encontros inesperados e a sensação de construir pertença longe das próprias origens.

Uma conversa que talvez faça você repensar o que realmente significa pertencer.

Cliff Cândido

Tinha onze anos quando saiu do Brasil e chegou a Faro. A mudança entre duas cidades tão diferentes trouxe um choque que ainda hoje consegue descrever com detalhe.

Mais de 30 anos depois, continua a viver no Algarve, onde trabalha há duas décadas com projetos de integração e mediação cultural da comunidade cigana.

Mas entre o Brasil e Faro, existe algo invisível que faz com que ambos os lugares coexistam dentro dele, consegue imaginar qual é?

Na entrevista, Cliff fala sobre mudança, identidade e a sensação inesperada de encontrar partes de casa longe do lugar onde nascemos.